Juan Paiva comenta paternidade aos 16 anos: ‘Nossos pais nos deram força’

No ar em “Renascer”, ator de 25 anos enfileira sucessos em filmes e novelas e fala sobre senso de responsabilidade e dedicação profissional

O ator Juan Paiva já protagonizou dois filmes — Foto: Divulgação/Márcio Farias

O GLOBO

Ao começar a estudar artes dramáticas, ainda criança, Juan Paiva queria se divertir e perder a timidez. Esta característica de sua personalidade, ao que tudo indica, ainda está longe de ficar para trás. “Eu me abro de verdade quando me sinto à vontade. Se for para ficar calado o dia inteiro, fico sem problema”, afirma. Mas a postura é bem diferente quando escuta a palavra: “Ação!”. “Gosto da adrenalina de viver os personagens em cena.”

Com apenas 25 anos, a lista de obras é robusta. Atuou nas novelas “Totalmente demais” (2016) e “Um lugar ao sol” (2019), ambas da TV Globo, e protagonizou os filmes “De pai para filho” e “Nosso Sonho”. Na sequência, gravou a série “Justiça 2”, do Globoplay, e mergulhou, mais recentemente, nas cenas do remake de “Renascer”, que acaba de estrear na faixa das 21h da emissora carioca.

Juan interpreta João Pedro, papel de Marcos Palmeira na primeira versão, exibida em 1993. O personagem é um jovem simples e trabalhador, que sofre com a indiferença do pai e o peso de ter a mãe morta no próprio parto. “João é forte, mas tem sensibilidade e olhar aberto para o mundo”, descreve o rapaz. “Eu me identifico (com ele) em trabalhar e dar orgulho ao meu pai, ser um cara família, entregue ao amor e que acredita nas coisas boas da vida.”

São falas coerentes com sua própria história. Nascido no Vidigal, na Zona Sul do Rio, onde mora até hoje (“É a minha essência. É onde está minha família, meus amigos, onde me encontro”), Juan foi pai aos 16 anos e segue casado com Luana, a mãe de sua filha, Analice. “Essa postura vem comigo desde criança. Tem a ver com a necessidade de querer vencer na vida e entender que, fazendo as coisas da maneira correta, tudo pode dar certo”, diz, lembrando o quanto o apoio da família foi importante naquele momento. “Nossos pais nos deram força e exigiram que não largássemos os estudos e não desistíssemos dos nossos sonhos. Logo depois, tive minha primeira oportunidade na Globo.”

O resultado de tanta dedicação e estudo é notório por quem o acompanha nos sets. Jeferson De, que o dirigiu no longa “M8 — Quando a morte socorre a vida”, tem a sua própria definição para o talento de Juan: “Ele tem uma economia na interpretação, que traz muita precisão. É como um lutador que sabe exatamente onde entrar com o golpe e fazer com que nós, como espectadores, nos rendamos à atuação dele”. Não há como duvidar.

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