Botafogo abre o placar nos acréscimos, mas cede empate para o Coritiba e vê Palmeiras com a mão na taça

Jogo é o 9º seguido do alvinegro sem vencer no Brasileiro

Tiquinho Soares marcou o gol do Botafogo, de pênalti — Foto: Vitor Silva/Botafogo

O GLOBO

A torcida do Botafogo já até se acostumou a ficar frustrada com os jogos do time neste Brasileiro. Mas o 1 a 1 com o Coritiba, no Couto Pereira, conseguiu elevar o sofrimento até do mais calejado dos alvinegros. Depois que um gol de Tiquinho Soares aos 50 do segundo tempo pôs a equipe na frente, um apagão da defesa no lance seguinte levou o clube e à nona partida sem vitória. Empate tão doído quanto melancólico.

O curioso é que o ponto conquistado fez o time subir na tabela. Com os mesmos 63 que Atlético-MG e Flamengo, leva a melhor no saldo de gols e assume o segundo lugar. Mas está a três do Palmeiras, que pode ser campeão no domingo. O Botafogo, que recebe o Cruzeiro, não só precisa vencer como torce para que o alviverde não derrote o Fluminense.

E olha que o Coritiba se mostrava o rival ideal para a volta das vitórias. Já rebaixado, apenas cumpria tabela no Brasileiro. Mas não facilitou.

O Botafogo até começou pressionando. Mas, aos poucos, deu espaço para o Coritiba trocar passes e se aproximar. Na base das jogadas aéreas, deu mutos sustos em Lucas Perri.

A situação piorou aos 31, quando Eduardo foi expulso após carrinho por trás que acertou em cheio o tornozelo de Andrey. Mais um lance que ilustra como o problema vai muito além do técnico e passa pelo emocional.

A desvantagem numérica não durou muito. Aos 48, Jamerson também recebeu o vermelho por causa de uma entrada desleal em Junior Santos. Menos mal, já que o time estava totalmente envolvido pelo Coritiba.

O Botafogo voltou para a partida. O esquema com três zagueiros foi abandonado, o time ganhou mais criação e passou a trabalhar melhor a bola. Mas teve muita dificuldade para encontrar espaços. Ainda assim, o jogo passou a ser de um visitante que buscava a vitória dentro de suas limitações contra um anfitrião que só saia de trás quando tinha oportunidade de contra-ataque.

A previsibilidade na hora de atacar foi o maior inimigo do Botafogo. Nos 20 minutos finais, o Coritiba abriu mão de qualquer iniciativa, e só os alvinegros jogaram. Aos 44, Carlos Alberto isolou chance clara. Mas, aos 50, se redimiu ao sofrer pênalti de Kuscevic. Tiquinho Soares não desperdiçou a cobrança.

Muita alegria e até choro entre os jogadores do Botafogo na comemoração do gol. Só esqueceram que ainda tinha jogo. No lance seguinte, Natanael cruzou rasteiro na área, e Edu, sozinho, empurrou para o gol. Um fim de jogo quase inacreditável, não fosse o alvinegro carioca um dos times envolvidos.

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