Palmeiras conquista o bi no Brasileirão e soma 12º título nacional com empate diante do Cruzeiro

Endrick marca em jogo da conquista e conjunto alviverde solta o grito de ‘campeão’ no Mineirão

Palmeiras conquistou seu 12º título do Brasileirão nesta quarta-feira, em Belo Horizonte. Foto: Cris Mattos/ Reuters

Estadão

Um campeonato com enredo épico, digno do torneio mais disputado do mundo. Quando não restavam mais dúvidas sobre o título voltar para as mãos do Botafogo após 28 anos, um declínio vertiginoso do time alvinegro colocou o Palmeiras de volta à batalha. Imponência, equilíbrio e força mental falaram mais alto e fizeram o clube alviverde erguer sua 12ª taça do Campeonato Brasileiro.

O jogo começou mais estudado, com as duas equipes se articulando para encontrar brechas. Mas o Palmeiras foi quem chegou com mais perigo primeiro, em chute de Endrick defendido por Rafael Cabral. O Cruzeiro deixou a timidez de lado e começou a criar, optando por jogadas mais centrais às costas dos volantes.

Endrick foi o nome do Palmeiras no primeiro tempo. Após concluir outras oportunidades, viu a bola balançar as redes após ganhar um “presente” de Lucas Silva. O jovem de 17 anos ficou cara a cara com o goleiro cruzeirense, que ainda defendeu na primeira chance, mas o atacante não perdoou e abriu o placar aos 21.

A vantagem no marcador permitiu ao Palmeiras relaxar e baixar suas linhas. O Cruzeiro foi em busca do empate e deu alguns sustos em Weverton. Tudo sendo observado por Ronaldo. O conjunto celeste demonstrou agilidade e objetividade em campo. Os donos da casa aceleravam as jogadas e trabalhavam com tabelas para fugir da marcação palmeirense.

O apito final da etapa inaugural frustrou o Cruzeiro, que estava mais perto do empate. O Palmeiras fez um jogo pragmático nos 45 minutos iniciais, semelhante às partidas que sustentaram a arrancada que culminou no título. O objetivo traçado por Abel foi cumprido, tendo Endrick como o principal atleta em campo.

Na volta do intervalo, Abel não fez alterações. A grande diferença foi na postura do Cruzeiro, que passou a marcar com mais intensidade a saída de bola do Palmeiras. O time celeste, no entanto, reforçou o mesmo defeito apresentado ao longo dessa edição do Brasileirão: a enorme dificuldade em marcar gols.

O Palmeiras teve muitos problemas para se encontrar no segundo tempo. Nem mesmo as descidas esporádicas ao ataque encontravam as mesmas condições favoráveis. Veiga era o único com fôlego e brilhantismo. A queda de desempenho exigia uma alteração no time alviverde. Abel fez as primeiras mexidas apenas aos 23 minutos. Endrick e Breno Lopes deram lugar a Flaco López e Artur. Mais tarde, o português pôde promover a estreia do garoto Estevão, de 16 anos, apontado como a nova joia palmeirense. O time não precisava fazer muito, mas não queria perder.

O jogo ficou devendo em emoção de uma final, mas o sentimento de seu torcedor não mudou, confiante e fazendo festa. Rafael Cabral e Weverton pouco atuaram na etapa complementar. Os chutes arriscados passavam longe do gol. Mas a entrada de Nikão na vaga de Lucas Silva tornou o Cruzeiro mais ofensivo. E a resposta prática veio rapidamente. Aos 34 minutos, o meia fez o gol de empate em um chute rasteiro em jogada desenhada por Matheus Pereira. O Palmeiras ainda tentou se recolocar em vantagem, mas o placar não foi alterado novamente.

Foi um jogo pragmático de um time que nem precisava ganhar o último jogo para ser campeão.

CRUZEIRO 1 x 1 PALMEIRAS

CRUZEIRO: Rafael Cabral; William, João Marcelo, Luciano Castán e Marlon (Kaiki); Ian Luccas (Fernando Henrique), Lucas Silva (Nikão), Japa e Matheus Pereira; Bruno Rodrigues e Arthur Gomes (Robert). Técnico: Paulo Autuori.

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez e Murilo; Mayke (Estevão), Richard Ríos (Atuesta), Zé Rafael (Fabinho) e Vanderlan; Raphael Veiga, Breno Lopes (Artur) e Endrick (Flaco López). Técnico: Abel Ferreira.

GOLS: Endrick, aos 21 minutos do primeiro tempo; Nikão, aos 34 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO: Anderson Daronco (Fifa-RS).

CARTÕES AMARELOS: Lucas Silva e Richard Ríos.

PÚBLICO: 44.190 presentes.

RENDA: R$ 1.675.735,00.

LOCAL: Mineirão.

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