Israel mata um dos líderes do Hezbollah e mais seis em ataque no sul do Líbano

Ataques foram uma aparente retaliação a ataques feitos pelo grupo fundamentalista no sábado, que danificaram uma base militar de Israel

Fumaça sobe sobre edifícios nos arredores da vila fronteiriça de Khiam, no sul do Líbano, após bombardeio israelense no domingo, 7. Foto: RABIH DAHER / AFP

Estadão

Uma importante autoridade militar do Hezbollah morreu em um ataque feito por Israel nesta segunda-feira, 8, no sul do Líbano. O membro do grupo fundamentalista, identificado pelo Hezbollah como Wissam al-Tawil, morreu enquanto estava dentro do seu carro, durante um bombardeio, na aldeia de Kherbet Selm, próximo à fronteira com Israel, de acordo com um oficial de segurança libanês que falou sob condição de anonimato.

O líder militar, que “desempenhava um papel de primeiro plano na direção das operações militares no sul” e era comandante das Forças Radwan de elite do Hezbollah, morreu “em um bombardeio israelense”, relatou a fonte. O ataque atingiu um SUV Honda na vila de Khirbet Selm, no sul, enquanto Wissam al-Tawil o dirigia, disse a autoridade. Os militares israelenses não comentaram imediatamente sobre o ataque.

O ataque ocorre em meio a receios de uma ampliação para uma guerra regional, especialmente após a morte do número dois do Hamas, Saleh al Aruri. No domingo, 7, o Exército de Israel disse que atingiu alvos do Hezbollah no Líbano e estava pronto para atacar mais posições do grupo fundamentalista. Segundo o contra-almirante Daniel Hagari, os militares israelenses estão focados em destruir a unidade Radwan do Hezbollah, que pretende se infiltrar em Israel por meio da sua fronteira norte.

O chefe do Estado-Maior do exército de Israel, Tenente General Herzl Halevi, disse que as suas forças estavam determinadas a manter a pressão sobre o Hezbollah, e que se esses esforços fracassassem, Israel estava pronto para travar “outra guerra”. “Nós vamos criar uma realidade completamente diferente, ou teremos uma outra guerra”, declarou no domingo.

Os ataques de domingo foram uma aparente retaliação aos ataques do Hezbollah que danificaram uma base militar de Israel no sábado, 6. O Hezbollah, ao lado do Irã, apoia o Hamas e está envolvido em ataques de pequena escala na fronteira de Israel desde o início da guerra, há três meses. Nos últimos dias, o grupo intensificou os ataques a Israel em virtude do ataque em Beirute.

O lançamento de foguetes contra a base, a Unidade de Controle Aéreo do Norte no Monte Meron, deixou-a com danos significativos, segundo relatos da mídia israelense, mas a instalação ainda está operando após o ataque “e foi reforçada com sistemas adicionais”, disse Hagari.

O ataque foi um dos muitos confrontos que eclodiram entre o Hezbollah e Israel na fronteira com o Líbano, contribuindo para as preocupações de que a guerra Israel-Hamas possa resultar num conflito regional mais amplo. Além do Hezbollah, a milícia Houthi apoiada pelo Irã no Iêmen atacou navios no Mar Vermelho e lançou mísseis contra Israel. Os Estados Unidos atingiram alvos no Iraque, enquanto se presume que Israel realizou assassinatos direcionados na Síria e no Líbano.

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, fez várias viagens pelo Oriente Médio como parte de um esforço diplomático para reduzir o risco de uma guerra expandida. Nos últimos dias, Blinken se reuniu com lideranças da Turquia, da Jordânia e do Catar. Ele ainda deve se reunir com autoridades nos Emirados Árabes Unidos nesta segunda-feira, 8, e terá novas conversações com líderes israelenses na terça-feira, 9./NYT e Associated Press.

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