Vulcão entra em erupção ao sudeste da Islândia

Embora não tenha sido inesperada, a erupção desta segunda-feira, 18, foi maior do que os vulcanólogos previam e ocorreu não muito longe de uma cidade evacuada e de uma usina de energia

Esta imagem feita a partir de um vídeo fornecido pela Guarda Costeira da Islândia mostra seu helicóptero voando perto do magma correndo em uma colina perto de Grindavik, na Península de Reykjanes, na Islândia, por volta no início desta terça-feira, 19. Foto: Icelandic coast guard via AP

Estadão

Uma erupção vulcânica começou na noite desta segunda-feira, 18, na Islândia, ao sudoeste do país, pouco depois de uma série de terremotos, segundo informou o serviço meteorológico do país.

“Uma erupção começou na península de Reykjanes”, detalhou o organismo. “Pode ser observada em webcams e parece estar situada perto de Hagafell”, uma localidade ao sul da capital.

A erupção começou por volta das 22h17 (hora local) após uma série de pequenos terremotos, acrescentou o organismo.

A localização da fissura, que tem cerca de 3 km de comprimento e está crescendo rapidamente, não fica longe da usina elétrica de Svartsengi e da cidade de Grindavík, que foi evacuada no mês passado devido ao aumento da atividade sísmica, o que gerou preocupações quanto à probabilidade de uma erupção.

Na avaliação inicial feita na noite de segunda-feira, os vulcanólogos disseram que a erupção havia ocorrido em um dos piores locais possíveis, representando uma ameaça significativa e imediata tanto para a cidade evacuada quanto para a usina geotérmica.

Mas depois que os vulcanólogos tiveram a chance de sobrevoar o local da erupção na Península de Reykjanes, a situação imediata não pareceu tão terrível quanto se temia inicialmente, embora o tamanho da erupção tenha sido maior do que o previsto e a direção do fluxo de lava ainda seja imprevisível.

“Esta é maior do que as erupções anteriores em Reykjanes”, disse Magnus Gudmundsson, vulcanólogo e uma das primeiras pessoas a ver a erupção do ar, ao The New York Times.

A lava está fluindo atualmente a apenas 2,5 quilômetros ao norte de Grindavík, de acordo com Kristín Jonsdottir, chefe do departamento de atividade vulcânica do Escritório Meteorológico da Islândia.

Por maior que seja a erupção, com a cidade de Grindavík evacuada, ela não representa atualmente nenhum risco para as pessoas, disse aos repórteres Ulfar Ludviksson, um oficial da polícia.

Ainda assim, as autoridades estavam alertando as pessoas para que não se aproximassem demais. Hjordis Gudmundsdottir, porta-voz do Departamento de Proteção Civil, pediu que as pessoas ficassem longe da área, enfatizando que esse “não era um vulcão turístico”.

“O tamanho da fissura está se expandindo rapidamente”, disse ela em uma entrevista.

Embora uma erupção tenha sido prevista há semanas, após uma série de terremotos, a erupção de segunda-feira ocorreu sem nenhum aviso prévio imediato. A Lagoa Azul, um dos principais destinos turísticos da Islândia e localizado nas proximidades, foi reaberta para os visitantes no domingo, pois a preocupação com a iminência de uma erupção havia diminuído.

Milhares de terremotos foram detectados na Islândia desde o final de outubro, segundo o Icelandic Meteorological Office. Em novembro, com casas e estradas danificadas, as autoridades declararam estado de emergência e evacuaram Grindavik, uma cidade com mais de 3 mil habitantes perto do vulcão.

A Islândia possui cerca de 33 vulcões ativos, o maior número na Europa. /AFP e NYT

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