Lula coloca o Brasil como cúmplice do terrorismo do Hamas

Na ‘política externa independente’ do Itamaraty, somos aliados, agora, de criminosos que pregam a destruição do Estado de Israel

O presidente Lula durante o discurso de abertura da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, nesta terça-feira — Foto: Ricardo Stuckert/PR

Estadao

O presidente Lula, seus ministros e todo o seu sistema de apoio sempre foram a favor do terrorismo do Hamas e de outras fações que têm os mesmos propósitos; também sempre fizeram questão de exibir essa postura em público. Da mesma forma, hostilizam o quanto podem o Estado de Israel. Os judeus, na sua doutrina, são o mal: são os “agressores”, os “invasores”, “ocupantes de territórios palestino” e daí para pior. Agora, com o assassinato em massa de civis israelenses, sequestros de mulheres e crianças, atos e terror e milhares de mísseis, a organização criminosa que se apresenta como “representante do povo palestino” jogou na cara do mundo inteiro, mais uma vez, a sua verdadeira natureza. Para o governo do Brasil ficou criada uma situação impossível. Lula não tem coragem para dar apoio aos crimes do Hamas. Sempre deu, mas desta vez o excesso de selvageria dos seus aliados o deixou numa posição incômoda – é complicado ficar ao lado de quem faz chacina de inocentes, inclusive de brasileiros, comete estupros, sequestra reféns para extorsão e tortura seres humanos em público. Ao mesmo tempo, não é capaz de condenar com um mínimo de hombridade os massacres que chocaram o mundo.

O resultado objetivo é que Lula, seu chanceler Celso Amorim (o outro não vale) e os partidos da extrema esquerda colocaram o Brasil numa posição de cúmplice do terrorismo “palestino” e dos crimes que estão sendo praticados contra a população de Israel. Há, é claro, o discurso hipócrita que faz parte do DNA do presidente e do PT. Eles “lamentam as mortes” – dos “dois lados”, como se o Hamas não fosse o agressor. Pedem “a paz” na região – e escondem que o Hamas, junto com seus aliados do Irã, prega oficialmente a destruição do Estado de Israel, e quer que todos os judeus sejam “jogados no mar”. Desaprovam os assassinatos, mas aprovam os assassinos. O que realmente estão dizendo é que a culpa pelos ataques terroristas é de Israel. Os judeus deveriam dar um “tratamento melhor” aos “palestinos” que há 75 anos querem destruí-los. Deveriam “negociar” com o Hamas, que não aceita a existência do seu país. Teriam de fazer mais isso e mais aquilo – e façam o que fizerem, nunca será suficiente.

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“O que acabou de acontecer é apenas uma demonstração grave, com consequências, do que acontece pela perda da esperança na paz”, disse o chanceler Amorim – e o que ele diz, para todos os efeitos práticos, é a posição oficial do governo Lula. Ou seja: não houve homicídio, estupro, sequestro, massacre de civis numa festa de música, destruição deliberada de objetivos não militares, nada. O que houve é que os “palestinos” perderam a fé na paz, porque Israel não aceita as exigências do Hamas – daí, como diz Amorim, houve “consequências”. Em nenhum momento, para o governo brasileiro, houve um ataque provocado por uma das partes, com agressores e agredidos. Há apenas “hostilidades”, e o Brasil deseja que essas “hostilidades cessem”. Mais nada. A palavra “Hamas” não aparece em nenhuma manifestação do governo, do PT e do seu entorno. Os amigos preferenciais de Lula – MST, PSOL, “estudantes”, etc. – fizeram uma manifestação a favor dos ataques terroristas. É verdade que não foi ninguém (150 pessoas, talvez), mas os sinais não poderiam ser mais claros.

Ninguém foi mais claro, quanto à verdadeira posição do Brasil, do que o próprio Itamaraty. O Ministério das Relações Exterior não se contentou com a postura de falsa neutralidade do governo brasileiro. Decidiu adotar também o deboche contra as vítimas. Em nota oficial, lamentou o “falecimento” de um jovem brasileiro assassinado pelos terroristas do Hamas; assim mesmo, “falecimento”, como se ele tivesse morrido por causa de um colapso cardíaco. É uma nova fronteira na “política externa independente” do Brasil de hoje. Somos aliados, agora, de criminosos de guerra.

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