Anvisa aprova 1ª vacina contra vírus causador de bronquiolite no Brasil

Imunizante, produzido pela farmacêutica GlaxoSmithKline, é indicado para prevenir doença respiratória em pessoas com mais de 60 anos

Profissional de saúde aplica vacina contra o VSR em mulher em Los Angeles, Estados Unidos, em meio ao aumento de casos de hospitalizações e óbitos por doença respiratória. – Xinhua

Folha de São Paulo

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta segunda-feira (4) a primeira vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) no país.

Produzido pela empresa GSK (GlaxoSmithKline), o imunizante, chamado Arexvy, foi aprovado em maio nos Estados Unidos pela FDA, a agência americana que regulamenta drogas e alimentos, e é indicada para prevenção da doença do trato respiratório inferior por VSR.

Esta é a primeira vacina registrada no Brasil contra o VSR, o principal vírus causador da bronquiolite.

A vacina foi aprovada para uso na população com mais de 60 anos. Ela é aplicada de forma intramuscular, em dose única.

Segundo dados da própria empresa, a vacina se mostrou eficaz também na faixa de 50 a 59 anos.

A vacina utiliza tecnologia de proteína recombinante, isto é, uma molécula que imita a proteína presente na superfície do vírus é fabricada e utilizada para estimular a produção de anticorpos, responsáveis pela imunidade.

Além da vacina, a Anvisa aprovou, no final de outubro, um tratamento contra o VSR, o nirsevimabe, indicado para proteger a doença respiratória com risco de hospitalização em bebês de até dois anos de idade.

Há, também, outro anticorpo monoclonal, o palivizumabe, também utilizado na prevenção de hospitalização por VSR de bebês.

Por fim, um imunizante aplicado em mulheres durante a gestação capaz de reduzir o risco de bronquiolite de bebês em sua primeira estação de vírus também foi aprovado pela agência americana neste ano.

A Pfizer solicitou, em agosto, um pedido de registro à Anvisa de sua vacina indicada para gestantes que protege bebês contra bronquiolite, mas o pedido ainda segue em análise pela agência.

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