Ministro da Saúde cobra critério de estados que usam vacina da Pfizer no lugar da AstraZeneca

Conass pede a ministro autorização para misturar vacinas já na 2ª dose

Profissional da saúde aplica vacina contra o coronavírus em pessoa em São Paulo – Rahel Patrasso – 26.jul.2021/Xinhua

Por Folhapress

BRASÍLIA

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que é preciso haver critérios para a intercambialidade da segunda dose da vacina contra a Covid-19. Ele criticou que ela ocorra quando há a falta do imunizante por um período curto.

Segundo o ministro, a intercambialidade, que é a aplicação da segunda dose da vacina diferente da primeira, poderia ocorrer na falta da AstraZeneca quando começar a antecipação da segunda dose no país. O ministro anunciou no mês passado que a partir do dia 15 de setembro o intervalo entre as doses das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca, hoje de 12 semanas, cairá para 8 semanas.

“Se por ventura a AstraZeneca, por contas operacionais, faltar eventualmente, se usa a intercambialidade. Mas o critério não pode ser faltou um dia já troca senão a gente não consegue avançar [no plano de vacinação].”

A fala foi uma crítica aos estados que decidiram aplicar a segunda dose da vacina diferente da primeira. A Prefeitura de São Paulo começa a vacinar nesta segunda-feira (13) com imunizante da Pfizer as pessoas que não conseguiram tomar a segunda dose da vacina AstraZeneca contra a Covid-19.

Ao ser questionado sobre qual o recado o ministro daria às pessoas que chegassem nos postos e não encontrassem a segunda dose do mesmo imunizante, ele disse que o recado seria para os gestores.

“Eu falo para os gestores de Saúde que eles sigam o PNI (Plano Nacional de Imunizações) e nós juntos vamos conseguir fazer uma campanha mais eficiente.”

Em nota, o Ministério da Saúde reforçou que as alterações feitas por estados e municípios no plano de vacinação, como descumprir o que foi pactuado em reunião com representantes da União, estados, municípios e DF, acarretam na falta de doses para completar o esquema vacinal da população brasileira.

Na última semana, o Ministério da Saúde afirmou que não deve vacinas da AstraZeneca para serem aplicadas como segunda dose na campanha de imunização contra a Covid em São Paulo.

Segundo a pasta, se as pessoas não encontram o imunizante nos postos de saúde do estado, é porque o governo de João Doria (PSDB) aplicou na primeira dose injeções que deveriam ter sido reservadas para a segunda.

A afirmação foi feita após o governo de São Paulo dizer que os municípios paulistas estão impossibilitados de aplicar a segunda dose da AstraZeneca porque o governo federal deixou de enviar o imunizante.

O Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) enviou um ofício ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nesta segunda-feira (13), pedindo que ele autorize a intercambialidade de vacinas já na segunda dose quando houver indisponibilidade da vacina utilizada na primeira dose.

No documento, o presidente do Conass, Carlos Lula, argumenta que a solicitação ocorre tendo em vista as recentes dificuldades observadas de disponibilidade da vacina AstraZeneca para a realização da segunda dose.

O presidente do conselho diz ainda que, com o aumento da notificação de casos graves na população com 60 anos ou mais, sejam priorizados de imediato todos os idosos com a terceira dose. Em especial os institucionalizados, bem como as pessoas com comprometimento da resposta imune.

A preferência é que a dose de reforço seja aplicada com o imunizante diferente em relação às duas primeiras doses.

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