Em troca de apoio, Lula cede ministérios e descarta aliados

Lula se aproxima a Centrão a ceder Ministérios e provoca irritação a aliados

Órgãos do Ministério do Brasil/Estadão

Estadão

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de rifar aliados para acomodar partidos do Centrão está gerando conflitos em sua base. Um dos exemplos, é a mexida que será feita no Ministério de Portos e Aeroportos, o que provocou uma crise no PSB.

O atual ministro da pasta Márcio França, não escondeu a irritação com o aviso prévio e disse, em conversa a portas fechadas, que preferia deixar o governo a assumir o novo ministério da Pequena e Média Empresa, anunciado por Lula na semana passada.

Disposto a desalojar seus escolhidos para ter votos do Centrão no Congresso, Lula já acertou também a entrega do Ministério do Esporte, comandado por Ana Moser, para o deputado André Fufuca (PP-MA), ligado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Essa pasta ganhou grande interesse dos partidos, pois será turbinada com o dinheiro da taxação de apostas esportivas.

Fora essa dança das cadeiras nos ministérios, algumas empresas e autarquias do governo também devem sofrer modificações no comando, como: a Caixa Econômica Federal, os Correios, a Embratur, e a Funasa.

Afinal, qual a imagem que Lula passa ao rifar aliados em troca de uma aproximação com o Centrão? Ceder ministérios não pode aumentar o apetite do grupo? No ‘Estadão Notícias’ de hoje, vamos conversar sobre o assunto com o cientista político da Tendências Consultoria, Rafael Cortez.

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