Não há clima para votar arcabouço após fala de Haddad, alertam líderes governistas

Lideranças do governo se reuniram nesta terça-feira na Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos deputados, Arthur Lira (PP-AL), ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad  Foto: WILTON JUNIOR / ESTADÃO

Estadão

Lideranças da base do governo na Câmara se reuniram na manhã desta terça-feira, 15, e não enxergam clima para votar o arcabouço fiscal nesta semana após as críticas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao poder dos deputados. O encontro antecipa a reunião com os demais líderes na residência oficial do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), que deve ocorrer durante a tarde.

De acordo com lideranças ouvidas pela Coluna, o entendimento é que Haddad complicou as tratativas e poderia frear as análises políticas. Outros assumem que a fala atrapalhou, mas defendem que o ministro siga dando suas opiniões. “Não sei porque ele fez isso, estava numa lua de mel com o Congresso”, comentou um líder, sob reserva.

Agora, os governistas tratarão de colocar panos quentes sobre o tema para que o arcabouço seja votado na próxima semana. Enquanto isso, a base tentará fazer um esforço para votar três MPs até a próxima sexta-feira, 18. São elas:

  • A MP 1172 (salário mínimo), que incorporou a 1171 (imposto de renda);
  • e a MP 1170, que trata do reajuste de 9% para os servidores e empregados públicos.
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